Gritos de independência e gemidos de amantes, à beira de um ataque de nervos, acontecem nas terças. As revoluções, precaução pela segunda perdida, também acontecem nas terças. Grandes atos, até mesmo os mais íntimos são terceatos.
A Terça não é o terceiro, mas é depois da segunda, então que dia mais propício para o amor, o desamor, a luta ou a entrega, a paz? É também o dia da discórdia, do dilúvio, do conluio. Plúmbeo dia? Dia cromático, aromático, amático, ático.
Antes que alguém se rebele, que algo interfira ou alguma coisa estranha aconteça, acautele-se! Não seja avaro! Infiltre-se preguiçosamente às luxuriosas, invejáveis, soberbas, gulosas e iradas Terças Santas.
Terça Santa: um Sarau pecaminosamente literário, para o bem ou para o mal, no céu e na terra, para a vida eterna e para remissão dos pecados. Salve-se! Ainda há tempo.

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